O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/10/2020
O trabalho escravo se iniciou com a exploração da mão de obra indígena e se consolidou com a exploração de negros africanos. Mesmo com a abolição formal do trabalho escravo pela constituição de 1888, esse fenômeno ainda acontece no Brasil contemporâneo, principalmente em trabalhos no meio rural, produção de carvão, extração do látex e etc. Como os senhores querem aumentar seus lucros, o trabalho escravo continua acontecendo, porque está sendo vantajoso. E muitas vezes os trabalhadores são atraídos por propostas falsas de trabalho, sendo levados à situações que se assemelham ao trabalho escravo do Brasil Colônia.
Em primeira análise, devido ao interesse em aumentar o lucro à custa do trabalhador, essa prática persistiu ao longo dos anos e manteve-se tão vantajosa quanto à época do Brasil colônia e império. Diferentemente do modelo vigente no Brasil do século 16 ao 19, no qual a prática da escravidão era lícita, a escravidão contemporânea é ilegal, ocorre na marginalidade e, se antes o pretexto para escravizar era a cor da pele, hoje é a pobreza que distingue os “senhores” de seus subordinados.
Em segunda análise, no filme “12 Anos de Escravidão”, o personagem principal é um homem livre e que no momento estava desempregado. Até que um homem lhe fez uma proposta de trabalho, em outra cidade. Quando estava indo foi sequestrado, acorrentado e vendido como escravo, sendo obrigado a suportar todas as humilhações físicas e mentais para sobreviver. Devido a falta de oportunidades, os trabalhadores são atraídos por falsas promessas de emprego e melhores condições de vida, e acabam sendo para situações inconfortáveis que se assemelham àquelas vividas pelos escravos nos primórdios desta nação.
Em vista dos fatos elencados, o Governo Federal juntamente com o Governo Municipal devem promover a participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis.