O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/09/2020
Em 1888 a escravidão era oficialmente abolida do Brasil, sendo o último país da América e do Ocidente a acabar com a mesma. Porém a escravidão continua sendo um problema grave no Brasil do século 21, segundo a OIT (organização Internacional do Trabalho) trabalho escravo é todo o trabalho degradante que prive o trabalhador de liberdade. O Brasil reconheceu a existência do trabalho escravo no próprio território em 1995, sendo um dos primeiros à reconhecê-lo e tem resgatado mais de 50 mil pessoas até 2016. O maior número dos casos de escravidão no país se encontra nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, devido em grande parte à dificuldade de fiscalização dessas atividades em relação as densas florestas e localizações inóspitas. Os maiores alvos do trabalho forçado no Brasil são mulheres, imigrantes, indígenas e crianças. A escravidão atual no país geralmente se encontra nas áreas de roupas, trabalhos sexuais, fabricação de narcóticos e propriedades privadas como fazendas, sendo que maior parte dos casos se encontravam em zonas rurais, porém na última década a maior parte dos trabalhos forçados migraram para zonas urbanas.
Várias leis para combater o trabalho forçado são criadas, porém como a maioria dessas propostas esbarram com interesses de donos de empresas e latifundiários, dificultando o avanço delas. Uma forma de se erradicar o trabalho forçado seria na educação da população em relação ao conceito de trabalho e avanços nas regiões de origem dos cativos. Aqueles não envolvidos com trabalho escravo conhecendo os males da escravidão atual fariam denúncias e boicotes contra empresas que praticam, enquanto que com avanço da região menos pessoas a procura de empregos aceitariam promessas de trabalho que mostraram ser armadilhas para escravidão, já que maior parte dos cativos vêm de áreas menos desenvolvidas do país.