O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 29/09/2020
A abolição da escravatura no Brasil foi feito através da Lei Àurea em 1888, desde então, em teoria, todos cidadãos são livres. Entretanto, na prática a realidade é outra, até hoje em pleno século XXI muitas pessoas são submetidas a situações análogas a escravidão. Certamente, esse cenário advém da desigualdade social e de uma educação precária oferecida aos menos favorecidos. Nesse contexto, urge a adoção de estratégia para reverter esse panorama.
Primeiramente, a riqueza do Brasil é distribuída de forma desproporcional, levando o desfavorecido a ser submetido a condições precárias de trabalho. Exemplo disso, foi uma reportagem exibida no programa “Record Investigação” onde é relatada a circunstância vivida por trabalhadores de sisal, que por sobrevivência eram obrigados a trabalhar sem nenhuma estrutura favorável para isso, assim, Homens, mulheres e crianças corriam risco de morrer ou de sofrer lesões irreversíveis. Assim, a desigualdade social reforça ainda mais essa escravidão.
Além disso, outro fator responsável pelo trabalho escravo contemporâneo é a deficiência na educação. Sem dúvidas, o ensino oferecido aos que vivem em situação de miséria e regiões mais distantes da capital só reforça o descaso vivido por esse grupo. De acordo com o filósofo Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Logo, sem educação de boa qualidade fica inviável a ascensão dessas pessoas, ficando a mercê de exploradores. Em síntese, é necessário que medidas sejam tomadas para extinguir essa problemática.
Portanto, fica evidente que a escravidão ainda assola o Brasil. Nesse sentido, cabe ao Ministério da educação garantir um ensino de qualidade a todos sem distinção, por intermédio de escolas e professores de qualidade ofertados em todas as regiões, principalmente nas mais distantes do centro, a fim de todos conseguirem alcançar uma melhora de vida. Dessa maneira a lei sancionada pela Princesa Isabel será realmente colocada em prática.