O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
Na obra “Utopia” de Thomas More, o autor retrata a ideia de uma sociedade perfeita. Entretanto, fora do universo literário observa-se numerosas adversidades que regem o Brasil contemporâneo, como o trabalho escravo, o qual persiste desde a antiguidade e deixa marcas nos indivíduos. Logo, são necessárias alternativas para resolução do problema.
Em primeiro plano, frisa-se a continuidade indevida de tal prática do passado. No ano de 1888, com ainda existência legal da escravidão, foi assinada, pela princesa Isabel, a lei que criminalizava esse tipo de trabalho, conhecida como Lei Áurea. Porém, mesmo com o passar dos anos, é possível notar que tal decreto não é acatado por completo, uma vez que faz-se existente de forma clandestina o uso forçado de indivíduos direcionados ao serviço em ambientes sem higiene e com desprezível remuneração. Dessa forma, nota-se como ocorre o crime em questão.
Por conseguinte, ao serem sujeitos à essa conjuntura, os trabalhadores enfrentam empecilhos, como a traumatização. Nesse viés, á medida que o tempo passa, mais difícil torna-se a desvinculação do serviço compulsório, tendo em vista que surge grande dependência para sobreviver, assim, o cidadão passa a criar receio de sair de tal condição ou aceitar viver uma nova proposta. Isso é corroborado por meio dos estudos feitos pelo médico Sigmund Freud sobre psicanálise, os quais afirmam que as experiências externas provocam marcas no psiquismo, o que leva o sujeito a ativar os mecanismos de defesa para qualquer sinal de mudança. Desse modo, percebe-se que o trabalho escravo modifica toda a vida pessoal.
Portanto, verifica-se como ocorre e as consequências da escravidão. Dessa maneira, faz-se necessário que o Governo Federal implante políticas públicas que visem a melhor fiscalização, por meio da disponibilidade de maior número de fiscais espalhados pelo país, os quais devem ter passado por treinamentos adequados para cada situação. Isso deve ser feito para evitar a escravização e, assim, possibilitar saúde mental aos trabalhadores. Logo, poder-se-á alcançar uma sociedade digna.