O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Em 13 de maio de 1888, foi assinada a Lei Aurea, que abolia a escravidão negra no Brasil. Entretanto, o trabalho escravo permanece, na sociedade brasileira em meios extra oficiais, como ocorreu aos imigrantes italianos. Atualmente, pensa-se que este regime de trabalho é apenas um pesadelo do século passado, porém em 2014, o escândalo da rede de lojas C&A revelaram a comunidade brasileira da contemporaneidade do trabalho escravo no Brasil.

É mister destacar que, o regime de escravidão aflige a economia nacional interna, impossibilitando escravizado de consumir aquilo que o próprio produziu. De forma que, agrava-se crises e diminuí o IDH brasileiro, repelindo possíveis investimentos no país. Caso que, é muito mais destacado em ambiente fabril, onde remete-se a lembranças da Segunda Revolução Industrial, onde as condições de emprego eram insalubres; e que volta a ocorrer nos dias atuais escondido dos olhos sociais.

De forma análoga, no campo, a linha entre o trabalho mal remunerado e um regime de escravidão é muito tênue. Sendo o mais conhecido exemplo os “bóia fria”, que trabalham apenas um período do ano na colheita de cana-de-açúcar, num trabalho pouco remunerado e de extensa carga horária. Conseguinte, não há formalização deste trabalho, ou seja, sem carteira assinada para que haja a defesa de sues direitos perante o Estado.

Por fim, é fundamental a maior fiscalização do Ministério da Justiça afim de evitar os casos de escravidão no país, diante da instigação às empresas e patrões regularizarem carteiras de trabalho à todos os seus funcionários. Buscando enfim, a hegemonia dos trabalhadores e garantindo todos os sues direitos perante a constituição brasileira de 1988.