O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

A escravidão é a prática onde a mão de obra se torna propriedade de alguém, ou seja, perdem os seus direitos de liberdade e devem ser submissos aos seus senhores. O trabalho escravo, no Brasil, teve o seu início no ciclo da cana de açúcar, por volta do século XVI, e foi abolido em 1888 com a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel. No entanto, após quase dois séculos, ainda se encontra trabalhos análogos à escravidão e é necessário combatê-los.

Ao contrário do que muitos pensam, a escravidão ainda está “escondida” na atual sociedade brasileira, podendo ser encontrada nos mais diversos setores da economia. Nos campos ela está presente devido às longas jornadas de trabalho, aos baixos salários, às poucas folgas e férias, entre outros aspectos. Pode-se entender que esse fator tem raízes históricas remontando o período de chegada dos imigrantes, em sua maioria europeus. Quando eles chegaram no Brasil, os fazendeiros estavam acostumados com os escravos e, dessa forma, os recém-chegados tiveram que trabalhar em péssimas condições, chegando por vezes serem açoitados.

Além disso, nas fábricas são encontradas também alguns funcionários trabalhando em condições semelhantes às do campo, com longas jornadas de trabalho, baixos salários e poucas folgas. No entanto, nas cidades há mais alguns agravantes, como a baixa fiscalização da segurança dos trabalhadores e a situação do local de trabalho que, por vezes, é pouco ventilado e iluminado. Dessa forma, muitas multinacionais preferem se instalar em países subdesenvolvidos, como o Brasil, devido a baixa fiscalização da condição de trabalho e o baixo custo da mão de obra, assim pode-se obter um maior lucro.

Nesse sentido, o Estado deveria ser mais rígido com o bem estar dos funcionários, verificando regularmente a condição com que estes estão sendo submetidos e multar os empregadores quando tiverem submetendo os trabalhadores à condições subumanas. Ademais, os sindicatos deveriam exigir seus direitos como trabalhadores e não aceitar baixas condições impostas.