O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

O trabalho escravo ainda é uma violação de direitos humanos que persiste no Brasil. A sua existência foi assumida pelo governo federal perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995, o que fez com que se tornasse uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a escravidão contemporânea em seu território.

Daquele ano até 2016, mais de 50 mil trabalhadores foram liberados de situações análogas a de escravidão em atividades econômicas nas zonas rural e urbana. Mas o que é o trabalho escravo contemporâneo? O trabalho escravo não é somente uma violação trabalhista, tampouco se trata daquela escravidão dos períodos colonial e imperial do Brasil. Essa violação de direitos humanos não prende mais o indivíduo a correntes, mas compreende outros mecanismos, que acometem a dignidade e a liberdade do trabalhador e o mantêm submisso a uma situação extrema de exploração.

Quem é o trabalhador escravo? Em geral, são migrantes que deixaram suas casas em busca de melhores condições de vida e de sustento para suas famílias. Saem de suas cidades atraídas por falsas promessas de aliciadores ou migram forçadamente por uma série de motivos, que pode incluir a falta de opção econômica, guerras e até perseguições políticas. No Brasil, os trabalhadores proveem de diversos estados das regiões Centro - Oeste, Nordeste e Norte, mas também podem ser migrantes internacionais de países latino-americanos como a Bolívia, Paraguai e Peru, africanos, além do Haiti e do Oriente Médio.

Tradicionalmente, o trabalho escravo é empregado em atividades econômicas na zona rural, como a pecuária, a produção de carvão e cultivos de cana-de-açúcar, soja e algodão. Nos últimos anos, essa situação tembém é verificada em centros urbanos, principalmente na construção civil e na confecção têxtil.