O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

No filme norte-americano “Gladiador”, o protagonista Máximus é escravizado e forçado a lutar como gladiador em condições desumanas e insalubres. Entretanto, esse cenário não é exclusivo da ficção. No Brasil atual, o trabalho análogo ao escravo persiste e expõe trabalhadores a serviços mal renumerados e indignos. Essa problemática se dá devido a fatores como a ganância das grandes empresas e de fazendeiros, além da esperança de melhor estabilidade econômica por parte dos empregados, que acabam se submetendo a funções exploratórias. Portanto, é necessário conhecer a situação em questão como um problema social e combatê-lo.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a desmedida ambição de multinacionais e empresas de renome limitam seus funcionários a salários ínfimos e longas jornadas de trabalho. A rede espanhola de lojas de roupa Zara, por exemplo, foi acusada em 2011 de sujeitar trabalhadores a jornadas exaustivas, contratações ilegais e trabalho infantil, de acordo com reportagem do Repórter Brasil de 2012. Nesse sentido, diversas redes conceituadas de vestuário obrigam seus empregados a produzir diversas peças por dia, que serão vendidas a preços altíssimos, enquanto eles recebem centavos.

Ademais, muitas pessoas deixam sua cidade local em busca de melhores condições de vida, e acabam presos à terra onde trabalham por dívidas com seu explorador. Ainda nos séculos XIX e XX essa prática já era comum no Brasil com a chegada de imigrantes europeus, que fugiam da crise na Europa e buscavam a América esperançosos por trabalho garantido, mas se deparavam com altas taxas sobre a terra e se tornavam subalternos a seus empregadores. Assim como os imigrantes, muitos brasileiros são escravizados por seus empregadores sob a justificativa de que devem pagar suas dívidas, e muitas vezes sem nem ter conhecimento da exploração.

Urge, portanto, medidas para combater o trabalho escravo ainda existente no Brasil. Para tal, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve promover, em parceria com os municípios, reuniões e debates em ginásios públicos e escolas, orientados por advogados e grandes empregadores que orientem a população a como identificar explorações de trabalho e quais órgãos contatar caso algum cidadão seja submetido a esse tipo de serviço exploratório. Ademais, apoiado pela mídia nacional, o Ministério deve levar a público quaisquer caso de trabalho análogo ao escravo para que todos tenham conhecimento, e impedir o funcionamento do estabelecimento/fazenda ou da rede de serviços até que todos os funcionários sejam reparados e recebam indenizações da empresa/empregador. Somente através dessas medidas, o brasileiro poderá ter seus direitos trabalhistas preservados.

  • capitalismo: exploração de grandes companhias, como a zara; (modernidade liquida)

-gladiador: Máximus sendo escravizado