O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

O roubo da liberdade dos trabalhadores

No ano de 1888 foi aprovada a Lei Aurea, que libertava os escravos de 300 anos de escravidão. Esse acontecimento histórico marcou um avanço na conquista de direitos da população negra, como também representou a mudança na mentalidade do brasileiro. Contudo, mais de um século depois ainda há trabalhadores que desempenham suas funções nas condições de escravos no Brasil, algo que é um retrocesso para a humanidade como um todo.

Primeiramente, o trabalho escravo deve ser repudiado, pois rouba a liberdade do indivíduo. Segundo o filósofo John Lock todos os homens nascem com direitos chamados direitos naturais, dentre os quais está a liberdade. Sendo assim e visto que a escravidão cerceia liberdades, a utilização do trabalho escravo vai contra os direitos naturais dos indivíduos.

Além disso, o trabalho forçado corrobora com a infelicidade da pessoa nessa condição. Segundo o filósofo Aristóteles um indivíduo só é feliz quando desempenha sua função com excelência, a qual ele escolhe. Entretanto, pessoas como costureiras em fabricas ou lavradores em plantações submetem-se a condições de trabalho precárias por sobrevivência, muitos deles não possuem outras opções e o trabalho escravo acaba com qualquer possibilidade de escolha. Portanto, um trabalhador nas condições de escravo é infeliz e não tem perspectiva de alcançar a felicidade.

Sendo assim, evidencia-se que o trabalho escravo no Brasil é condenável, pois além de ser anticonstitucional deteriora e a dignidade do indivíduo. Para combatê-lo, a iniciativa privada deve corroborar com investigações acerca de trabalho escravo, denunciando parceiros que o utilizam com o objetivo de limpar a indústria desse tipo de prática. Como também os órgãos policiais devem intensificar a fiscalização em zonas rurais, visando combater o trabalho forçado longe das cidades. Assim acredito que o Brasil poderá enfim deixar as marcas do período imperial no passado.