O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Sabe-se que o trabalho escravo no Brasil foi abolido em maio de 1888 pela lei Áurea sancionada pela princesa Isabel. No entanto, hodiernamente alguns trabalhadores ainda sofrem com condições de trabalho desumanas, por conta da dificuldade de fiscalização e a falta de consciência do indivíduo em um estado análogo ao de escravidão tornam-se impasses para a solução dessa problemática.

Primeiramente, em 1955 o Governo Federal assumiu diante do país e da OIT (Organização Internacional do Trabalho) a existência do trabalho escravo contemporâneo. Dito isso, é visível que mesmo após 132 anos da abolição ainda se vê pessoas em tais condições, isso se dá em grande parte pela falta de fiscalização, e um dos fatores que dificulta a tal é a questão geofísica em algumas regiões do país a exemplo o norte e nordeste, localizações em que isso se torna mais propício tendo em vista a dificuldade para fiscalizar nos interiores como comprova a pesquisa feita em 2015 pelo Ministério do Trabalho a qual trazia informações de que a região norte concentrava os 10 municípios com maior número de casos.

Secundariamente, a ausência de instrução e conhecimento jurídico tornaram-se obstáculos para a luta contra o regime escravista, muitos desses indivíduos só entendem o trabalho escravo como o exercício de uma função sem recompensas financeiras. Ademais, o Brasil faz fronteira com vários países, muitos imigrantes adentram no país de forma ilegal em busca de melhores condições de vida, e acabam então sendo explorados por não saberem a língua, os seus direitos e verem isso como a sua única opção, é o caso de 2013 onde em uma operação foram resgatados 121 haitianos em condições de escravo.

Portanto, é necessária uma maior intervenção governamental para melhorar os órgãos de fiscalização, em especial nas regiões afastadas. Assim sendo, a parceria entre Governo Federal, organização de elevada autoridade, e a mídia no que diz respeito a promoção do “disque denúncia”, acompanhado de documentários que incentivem a denúncia de tais casos, e os órgãos educativos, como fortes agentes articuladores, devem se mobilizar e tentar expor tal problema para que possamos assim reduzir o número de escravos contemporâneos no Brasil.