O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

A maldição do passado que aterroriza o presente

Recentemente, no ano de 2019, foram identificados 130 casos em todo o país envolvendo cerca de 1208 vítimas dessa crueldade, cujo 1050 indivíduos foram resgatados pelo Grupo Móvel Tático do Ministério dos Direitos Humanos. No estado de Minas Gerais 346 trabalhadores foram libertados, sendo 49,4% no norte do território de Minas, evidenciando que há um maior número de casos em regiões de latifúndios, ou seja, esta prática ilegal tem fortes relações com trabalhos rurais como a agricultura, a pecuária, entre outros.

É considerado trabalho escravo quando o trabalhador é exposto a condições precárias de trabalho, quando este possui uma carga horária muito grande e exaustiva, ou quando o patrão realiza quaisquer ações afim de manter o empregado no local de trabalho por mais tempo do que o combinado.

O grande obstáculo da realização da denúncia pelas vítimas é a dificuldade de arranjar emprego nos tempos atuais, e devido a esse peso, normalmente elas optam por se submeterem a exploração trabalhista buscando conseguir pelo menos um meio de renda para suprir as necessidades básicas de qualquer ser humano. Muitos empregadores, veem este desespero e fragilidade como uma oportunidade para aumentar seus lucros, oferecendo assim péssimas condições de trabalho e baixos salários, sem contar a exploração das cargas horárias.

A escravização trabalhista é um crime grave, pois acaba com a qualidade de vida das vítimas juntamente com a a saúde mental, por isso que os praticantes de tal ato desumano devem ser levados a justiça e cumprir duras sentenças.