O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Apesar de abolida em 1888 pela Princesa Isabel, a escravidão continua em circulação, excepcionalmente em fábricas têxteis e campestres. Desse modo, os escravizados passam por péssimas condições de trabalho, bem como exaustivas e longas jornadas trabalhistas, que leva a possíveis revoltas de forma a culminar em tragédias. Sendo assim, a criminalização do trabalho forçado já é realidade no Brasil, porém, infelizmente, há números elevados de casos, muitas vezes deixados de lado por grandes líderes governamentais, de modo a favorecer o trabalho escravo.

Primeiramente, entende-se o conceito de exploração como extração de aproveitamento da produção, de modo a se configurar como algo pejorativamente precário. Dessa forma, as grandes empresas e multinacionais se apropriam desse “sistema” para se impor contra os menos favorecidos, visando não só altos lucros, como também o barateamento da mão de obra. Atrelado a isso, nota-se nitidamente as condições insalubres em que os escravizados se encontram, juntamente do longo período trabalhista.

Em segundo lugar, observa-se a capitalização do indivíduo, de maneira a transformá-lo em matéria a ser desenvolvida como meio direto para a produção final do produto. Nesse contexto, fábricas de tecido são as mais visadas no quesito trabalho escravo, havendo diversas denúncias contra grandes marcas do ramo da moda, como o escândalo envolvendo a marca Zara, denunciada por trabalho escravo. Contudo, várias empresas acabam por deixar o trabalho compulsório e atrativo para elas embaixo dos panos, de modo a culminar na crescente dos números de trabalho escravocrata.

Evidencia-se, portanto, a baixa procedência e efetividade das denúncias contra fábricas e maquinarias por parte dos encarregados na questão escravidão. Dessa maneira, há de haver maiores buscas, por parte dos órgãos governamentais, acerca do trabalho escravo, bem como maiores punições contra o trabalho forçado. Sendo assim, o trabalho escravo diminuiria cada vez mais, havendo, também, a possibilidade de sua extinção.