O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
A escravidão no Brasil ocorreu entre os séculos XVI e XIX e foi uma forma de exploração da força de trabalho de homens e mulheres africanas, sustentada pelo tráfico negreiro pelo oceano Atlântico. O fluxo de africanos de diversas partes do continente foi tanto que os escravizados chegaram a compor 75% da população em lugares como o Recôncavo Baiano, por exemplo. No entanto, hodiernamente, ainda existe trabalho análogo a escravidão, que acontece por causa da miséria e o aliciamento.
Primeiramente, as vítimas do trabalho escravo contemporâneo são pessoas com baixa renda, geralmente com pouca instrução, que procuram uma saída para as condições precárias em que vivem. Sendo assim, um dos maiores vilões é o desemprego, a pessoa desempregada, na maioria das vezes, não pensam duas vezes antes de aceitar um emprego, assim, uma fração cada vez maior da classe dos trabalhadores é encurralada pela " precisão que obriga" e pela “necessidade” artificial, mas real, de ter que escolher entre morrer de fome ou se submeter a um trabalho escravo mascarado.
Ademais, as pessoas aliciadas são levadas para longe de seus locais de origem. Essas pessoas acumulam, ao longo de sua trajetória, dívidas impossíveis de serem quitadas com o que receberem dos patrões. A primeira divida é adquirida pela passagem que levará a pessoa até o seu local de trabalho. Além disso, muitas da vítimas são crianças, e uma grande parcela, de crianças ou não, é explorada sexualmente. Em muitos casos, a exploração sequer a vítima sabe que estava sendo levada para a prostituição.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse problema. O Estado deve educar, dar informações por meio das mídias e palestras nas comunidades mais carentes, para alertar a população sobre esses trabalhos semelhante à escravidão e ensinar como não cair em possíveis golpes. Outrossim, o Estado precisa dar qualificação profissional para que as pessoas não voltem a se submeter a esse tipo de trabalho.