O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
O filme 12 Anos de Escravidão retrata a história real de Solomon Northup, um homem livre que foi sequestrado e vendido como escravo. Infelizmente, essa situação ainda é comumente vivida por muitos, o que mostra a contradição de um país que não segue seus códigos e assemelha-se ao período passado, onde a escravidão está fortemente enraizada, marcando grande parte da história nacional. É preciso mudar essa situação.
É de conhecimento geral a questão da falta de respeito aos códigos e leis no Brasil. Na maioria das vezes, os responsáveis pela criação das leis são os primeiros a violá-las. No quesito do trabalho, a circunstância não é diferente, visto que é absurdo o número de trabalhadores que sofrem com a escravidão, seja qual forma a mesma se apresente: trabalho forçado, jornada exaustiva, servidão por dívidas e até mesmo condições degradantes. Um exemplo disso foi a Lei Áurea, a qual concedeu liberdade total aos escravos, abolindo a escravidão no Brasil, mas que não passou de uma farsa.
Nesse contexto, é notório o escravismo como algo enraizado e presente na história nacional desde seu período colonial. No entanto, mesmo sendo proibido e burlado atualmente, é realizado clandestinamente e irregularmente, muitas vezes levando diversos cidadãos à morte. Como algo que já é estudado e “conhecido” há muito tempo, é comumente ignorado e encoberto por muitos. De acordo com um levantamento do comciencia.br, são 369 mil vítimas da situação, uma média de quase 2 escravos a cada mil habitantes.
Portanto, é preciso que Órgãos responsáveis pelo tema, tais como a SIT e a Conatrae, fiscalizem e defendam os direitos dos trabalhadores na condição em questão. A criação de novas leis e normas, assim como projetos e instituições responsáveis por assegurar e controlar os direitos das vítimas são algumas das opções viáveis para o problema. Dessa maneira, será possível avançar na questão do trabalho escravo no Brasil contemporâneo.