O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Historicamente o Brasil se apresenta como um país racista e preconceituoso, justamente pela influência do período colonial e escravista. Desde a escola, quando apresentado esse tema para os alunos, a situação é vista com uma perspectiva muito absurda e longínqua, da qual pertence apenas ao passado. Apesar de o conceito se apresentar de forma irreal na sociedade atual, a questão do trabalho escravo, ainda que mais “escondido”, permanece de maneira persistente. As principais causas para essa situação são encontradas ao analisar a exclusão social de determinados membros e a falta de fiscalização governamental para o fim desse tipo de serviço.

A priori, faz-se preciso observar a base social para o desenvolvimento de qualquer cidadão: a educação. Partindo desse pressuposto, torna-se nítida a falta de acessibilidade e preocupação com brasileiros de baixa classe, dos quais não possuem uma educação básica e, muitas vezes, nem mesmo acesso à escolas. Esse panorama apresenta uma série de situações que corroboram para a abertura de diversos meios de trabalhos não especializados e mal remunerados, tornando-se uma de suas poucas opções para a autossustentação e ajuda aos familiares que vivem no mesmo contexto. É evidente então, uma disparidade de oportunidades entre a população brasileira; assim, antagoniza-se ao que garante a constituição nacional de 1988, na qual todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.

Em segundo plano, percebe-se como outra causa para a perpetuação dos trabalhos forçados e não remunerados, o descaso governamental com os problemas mencionados e a falta de fiscalização de órgãos responsáveis pela proteção da criança e dos jovens. Por não possuirem o acesso à um ensino de respeito, o adolescente acaba, desde de pequeno, associando seu futuro com o mesmo de seus país e responsáveis que são vítimas dessa situação. Dessa forma, deixa de buscar por melhores oportunidades e condiçôes de vida mais favoráveis, já que percebe sua exlusão social relacionada ao contexto financeiro em que está envolvido. Sem incentivo e nem um órgão de acolhimento que possa ajuda-lo, acaba direcionando à trabalhos nâo especializados e pesados, criando um ciclo que passa de geração à geração.

É necessário, portanto, a ação conjunta do MEC com as prefeituras para a verificação de áreas periféricas a fim de entender onde há maior escassez de recursos, para que assim, crie-se escolas de forma direcionada à regiões que realmente necessitam. Ademais, é de suma importância a atenção aos jovens que vivem nessa comunidade para a certificação de sua presença nas aulas, para que assim, garanta um futuro mais oportuno e justo.