O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Na composição musical “Índios”, do renomado cantor brasileiro Renato Russo, é apresentada uma visão crítica dos fatos ocorridos perante o Descobrimento do Brasil, em 1500, relacionada sob a ótica do colonizado. Nesse viés, é notório o destaque da canção sobre as questões impostas pelos europeus ao nativos, como a exploração e a catequização, sendo posto o processo civilizatório de servidão. Diante disso, a perpetuação do trabalho escravo no Brasil contemporâneo está ligada ao fator histórico e a falta de oportunidade.

Nessa perspectiva, a estrutura na qual formou-se a cidadania brasileira de permanência da reprodução escrava é diretamente relacionada aos costumes da época de descoberta pelos portugueses. Nessa constância, tal consequência foi associada ao método de Imperialismo, no qual apresentava instituir a expansão do domínio cultural e econômico em outras regiões geográficas. Em vista disso, o Brasil sofreu sérias práticas de trabalho forçado, por exemplo, nos engenhos de cana-de-açúcar, sendo ainda realizado atividades desse cunho na atualidade, mesmo existindo um artigo garantindo a inviolabilidade do direito à vida e a liberdade - o Artigo 5 da Constituição Federal. Logo, a tarefa ilegal continua persistindo, no entanto, precisa ser combatida de maneira eficiente.

Ademais, a situação socioeconômica de uma pessoa pode ser desfavorável para a oportunidade de empregos qualificados, contribuindo para o exercício do ofício escravocrata. Nesse sentido, é visto tal âmbito aplicado através da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus, ao afirmar  “não digam que fui rebotalho, que vivi à margem da vida. Digam que eu procurava trabalho, mas fui sempre preterida. Digam ao povo brasileiro que meu sonho era ser escritora, mas eu não tinha dinheiro para pagar uma editora”. Desse modo, é constante a falta de chances para a população vulnerável ao meio socioeconômico, e por isso, terminam sendo desfavorecidas da esfera de ocupação qualitativa, mesmo alcançando o abandono da ação, é difícil encontrar um vínculo de formação capacitada.  Em suma, é necessário atribuir uma ocasião de apoio positivo para o cidadão de poucos recursos.

Portanto, o trabalho escravo no Brasil contemporâneo ainda é persistente pelo fator histórico e de falta de oportunidade. A partir disso, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, deve organizar projetos de divulgação de informações sobre o exercício de escravidão, realçando como desvincular-se dele, de modo pelo qual as comunidades serão preparadas para enfrentar o problema de exploração, com efeito de oferecer assistência social ao grupo antes dominado. Feito isso, a observação do período colonial feita por Renato Russo não será mais perpetuada, além disso, a sociedade brasileira reduzirá o ofício forçado.