O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

No século XIX, a Inglaterra assistiu a Revolução Industrial na qual os trabalhadores reivindicavam melhores condições de serviço e uma jornada menos exaustiva. Apesar dos europeus terem obtido o que almejavam melhorando a sua rotina laboral, o trabalho escravo em pleno século XXI é uma realidade que ainda assola diversas regiões do mundo, inclusive o Brasil.

Por mais que tenham leis e decretos que contemplem punições para quem impõe uma rotina análoga à escravidão, é ainda recorrente situações em que as pessoas menos favorecidas economicamente sejam submetidas à uma jornada de trabalho exorbitante. Contudo, essa prática vem sendo executada de forma velada e sobre ameaças psicológicas por parte dos empregadores, para que não sejam denunciados aos poderes públicos.

Os trabalhadores que na maioria dos casos são oriundos de outras localidades mais pobres e com grande dificuldade financeira, se submetem à condições precárias de serviço e higiene para que possam dar o mínimo para suas famílias. Porém, eles não tem o mesmo poder de reivindicação que tiveram os europeus, pois além de não saberem para quem denunciar e como fazer, é cultivado  neles o medo de ficar desempregados e deixar seus dependentes passando necessidade.

Portanto, os direitos ao trabalho digno e com tudo o que a lei prevê de benefícios segue paulatinamente para que seja unânime entre todos os cidadãos. Perante ao exposto, é indubitável que mais ações de vigilância sejam realizadas constantemente, para verificar se está sendo cumprido o que preconiza a Constituição no que tange à condições de trabalho e carga horária. Logo, assim que identificados os casos de trabalho escravo é esperado que o poder judiciário  atue de forma incisiva na punição de quem o pratica. Concomitantemente, é necessário tomar medidas para realocar os indivíduos encontrados em condições insalubres para um outro emprego  em que ele possa ter uma vida mais confortável e digna para não ficar à margem da sociedade.