O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
No dia 13 de maio de 1888, a escravidão foi abolida do Brasil, continuando assim até os dias atuais, porém pode-se observar condições análogas ao trabalho escravo, como trabalhadores sendo submetidos à uma extensa jornada de trabalho, péssimas condições que podem comprometer a saúde, estado físico e mental e com um salário muito precário, sem contar que muitos dessas pessoas precisam do emprego para pelo menos comprar seu alimento diário e acabam não denunciando.
Em 2018, em uma matéria do site ‘‘O Globo’’ é dito que foi registrado mais de 1.700 casos de trabalhadores que estavam exercendo um trabalho análogo à escravo, sendo que mais de 1.200 desses registros ocorreram em áreas rurais, onde o acesso à comunicação e até mesmo transporte se tornam mais difíceis, visto que muitas vezes são áreas de difícil acesso onde as estradas tem péssimas condições e muitas vezes nenhum acesso à internet, nem mesmo sinal telefônico para ligações, sendo assim mais fácil ser submetido ao trabalho escravo.
Uma das grandes consequências do trabalho escravo é a saúde dos trabalhadores que é a mais afetada, devido as péssimas condições de trabalho, o que é bem preocupante, pois muitas podem ser crônicas, por exemplo um trabalho com muita poeira, gases e etc…, podem comprometer diretamente o pulmão da pessoa, e como esses trabalhadores são pobres, eles não tem um total apoio, nem mesmo pelo SUS, que mesmo sendo gratuito ele ainda não pode dar todo o suporte necessário para esses indivíduos, podendo ocasionar até na morte deles.
Visando combater e assim diminuir as ocorrências desse trabalho escravo o governo pode oferecer um suporte maior na busca por empregos qualificados para pessoas de baixa renda ou nenhuma renda, visto que elas são as mais exploradas. Uma melhoria no SUS para atender e acompanhar melhor vítimas dessa exploração no processo de recuperação, até mesmo a ajuda da mídia em incentivar a denuncia desses casos para que se sintam protegidas e tenham o apoio do governo.