O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
O trabalho escravo é uma forma de reduzir a dignidade humana submetendo alguém a trabalhos forçados, os quais estiveram presentes na civilização desde o período em que começaram as guerras em conquistas de novos territórios e a lenda do deus Cam que supostamente amaldiçoou o povo negro, chegando ao Brasil no período de sua colonização. Apesar dessas serem histórias do passado, infelizmente muitas pessoas ainda sofrem condições degradantes de trabalho ou ainda consequências de uma escravidão antecedente.
É fato que na contemporâneidade brasileira o trabalho escravo é um crime grave com penas muito severas contidas no artigo 149 da constituição. No entanto, alguns ainda tem a imbecilidade de ferir as leis do artigo, como o triste caso de Minas Gerais, na primeira semana de julho, onde o governo resgatou 19 trabalhadores encontrados em condições degradantes de colheita de café, sendo um deles menor de idade.
Além disso, muitos cidadãos brasileiros sofrem preconceitos ou condições precárias de vida devido a sua descendencia. A escravidão brasileira foi ilegalizada com a Lei Áurea em 1888, entretanto, não houve nenhuma medida de inclusão dos que realizavam trabalho escravo. A Lei das Terras, por exemplo, foi uma atitude posterior que dificultou ainda mais a participação de negros, pobres cearenses e indígenas a melhorarem suas condições de vida.
Frente ao exposto, o trabalho escravo e suas consequências na contemporaneidade ainda são evidentes em território brasileiro. Com o intuito de combater o trabalho escravo é necessário que o Estado invista em equipes de fiscalização eficientes, a fim de punir todos os criminosos. Ademais, o Estado tem o dever de investir em educação pública de qualidade, para ter uma menor desigualdade educacional, e as escolas tem a missão de ensinar as crianças o respeito pelo outro. Segundo Nelson Mandela ninguém nasce odiando alguém pela sua cor ou origem, se aprendem a odiar, podemos ensina-las a amar.