O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
Quando falamos em trabalho escravo no Brasil, não se deve ter a visão de que foi algo que ocorreu no passado e está extinto nos dias de hoje. Mesmo que a escravidão tenha sido abolida em 1888 com o advento da Lei Áurea, nos tempos atuais ainda temos pessoas que sofrem como os escravos sofriam. Durante a escravidão no Brasil, negros eram vistos como inferiores e tratados sem nenhum respeito, sofrendo abusos de poder constantes por parte de seus senhores. Algo semelhante acontece na atualidade, infelizmente, abrangendo bem mais pessoas como: negros, pessoas socialmente vulneráveis, imigrantes, analfabetos, mulheres e pessoas que não sabem de seus direitos trabalhistas e humanos.O trabalho escravo contemporâneo é quando o direito do trabalhador é violado, com jornadas de trabalho exaustivas, servidão por dívidas, trabalho forçado e restrição de locomoção. Portanto, não é razoável que a questão da exploração e do abuso sofrido por operários seja tratada com descaso por parte do Estado, já que essa prática persiste até os dias de hoje pela falta de fiscalização por parte dos órgãos do Governo.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, desde 1995 mais de 53 mil de trabalhadores foram libertados no Brasil, os quais foram atraídos para essa terras com falsas promessas de que teriam lucro, boa comida e moradia, mas quando chegavam lá, contraiam uma dívida da qual não conseguiam pagar, ficando assim, presos à terra. Por esse motivo, vemos que a escravidão está intimamente ligada às pessoas de baixa renda, visto que são os alvos mais fáceis para esse tipo de servidão, já que não dispõem de dinheiro para se sustentarem e não sabem dos seus direitos. A ausência de fiscalização também é um fator relevante, visto que as terras onde ocorrem os casos de escravidão estão, geralmente, longe dos centros urbanos, onde a jurisdição do Estado é maior, dificultando o combate da prática.
Para que os casos de escravidão diminuam, é necessária, primeiramente, a ação dos órgãos públicos do Governo, como o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Federal e a Polícia Civil, para aumentar a vigilância nas áreas mais afastadas dos centros, podendo ter o auxílio da tecnologia de drones para essa tarefa. Outra forma de minimizar esses casos é focando na educação das crianças, já que, com diz Pitágoras: “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos”. Essa ação pode ser feita pelas escolas em parceria com o MEC, organizando palestras, para que as crianças aprendam seus direitos.