O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

A escravidão foi por muito tempo a principal forma de produção, somente no contexto da Revolução Industrial inglesa que fora difundida a ideia do trabalhador assalariado no intuito de garantir a rotação do dinheiro, conforme a ideia capitalista da época. No Brasil hodierno, mesmo após a abolição da escravatura, o pensamento da sociedade escravista perdura, entretanto o trabalho escravo como no passado já não é mais comum, pois há uma nova conjuntura, a qual permite o pagamento de um valor insuficiente a manutenção de uma vida digna, como também a presença de trabalhadores informais, os quais submetem-se a situações degradantes em razão do dinheiro. Isso ocorre devido a falta de presença estatal em áreas distantes da capital, bem como a desvalorização do trabalho. Diante desse cenário, urge a necessidade de medidas governamentais que o atenuem.

Um aspecto a ser considerado é o local de atuação do Governo Federal, o qual na ideia deveria abranger todo o país, todavia denota-se uma ausência em áreas campesinas, nas quais os proprietários de terra tendem a assumir uma postura mais autoritária, descumprindo leis e não sendo punidos. Nesse óptica, o anime “Psycho-Pass”, pode ser inserido, haja vista que demonstra diversos casos em que o sistema de segurança não consegue identificar os criminosos, mesmo sendo uma sociedade regida pela ideia do panóptico de Foucault, uma situação muito similar a ocorrida em locais interioranos.

Somado a isso, percebe-se a falta de uma consciência de classe e um grande “exército de reserva”,  o qual garante com que muitas exigências de melhorias salariais e nas condições de trabalho não sejam aceitas, haja vista a presença de outros para os substituírem.  Nesse viés, a obra “O Capital”, do filósofo prussiano Karl Marx na qual é retratado o pensamento da “Mais-Valia”, provando que o trabalhador não recebe seu salario equivalente ao produzido por ele, isto é, o patrão paga menos do que deveria por existirem pessoas que acatem isso, desvalorizando, assim, o seu trabalho.

Em virtude dos problemas supracitados, torna-se evidente uma ação estatal objetivando a isonomia dos cidadãos. Como forma de garantir isso, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional ampliar suas ações para regiões do interior, bem como o Governo Federal deve impor-se nessas regiões aplicando a lei, por intermédio a priori das forças armadas e a posteriori de policiais, a fim de evitar a prática de atividades ilegais nessas localidades. Desse modo, a sociedade tornara-se mais justa e segura.