O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a escravidão, sob todas as formas é proibida, e nenhuma pessoa deveria ser mantida sob tal. Porém, no Brasil contemporâneo, o trabalho escravo ainda persiste, corrompendo com essa essa garantia, devido ao alto índice de desemprego e a descaso para com o ser humano. Diante disso, são necessárias alternativas para a solução desse problema.

A priori, é evidente que o fenômeno da Globalização promoveu a diminuição das barreiras econômicas entre os países. Contudo, esse fato prejudica a oferta de trabalho na nações subdesenvolvidas, como o Brasil, onde as empresas cortam seus custos e reduzem o empregos. Nesse sentido, a necessidade de ter um emprego para conseguir arcar com os custos básicos faz com que o cidadão se submeta a qualquer condição laboral, mesmo as que se remetem ao trabalho escravo.

Outrossim, o livro “A Rainha Vermelha’’, da escritora americana Victoria Aveyard, apresenta dois povos, os prateados, que comandam e lucram, e os vermelhos, que vivem sob condições análogas ao trabalho escravo. Nesse contexto, é possível associar os donos de empresas e corporativas com os prateados, que apresentam desdém para com seus trabalhadores e praticam atos corruptos para manter seu poder e esconder as condições precárias em que seus subordinados são sujeitos.

A partir disso, é essencial que o Governo Federal invista na Secretaria do Trabalho, gerando ocupações e assistência ao desempregado para auxilia–lo, e impedir que ele busque soluções com condições laborais desumanas. Além disso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve promover fiscalizações na empresas, realizando pesquisas com as pessoas à respeito das suas circunstâncias de trabalho, para garantir o respeito dos seus direitos humanos.