O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Em 1888, a lei áurea representou a proibição do trabalho escravo por parte dos negros no Brasil, motivo de apelação da sociedade e de fazendeiros usuários do serviço obrigatório. Entretanto, não houve um planejamento para que os ex-escravos fossem integrados na sociedade, tornando-os marginalizados e suscetíveis ao trabalho escravo, condição essa existente até os dias atuais. Dessa forma, é imprescindível a busca por soluções para a erradicação do trabalho escravo no Brasil.

A princípio, é importante salientar que ainda que leis e a Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo tenham contribuído para alertar a sociedade sobre a situação degradante em que vivem os cativos com a da falta de alimentos e comunicação ainda se faz presente algumas limitações. O cenário atual em que são aplicadas apenas pequenas punições deixam as vitimas com sensação de abandono e com falta perspectivas sobre o futuro.

Sob outra perspectiva, tem-se o baixo nível de escolaridade de populações carentes que impede que pessoas possuidoras dessa realidade econômica adquiram trabalhos de qualidade. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego nacional chegou a 11,8%. Com isso, essa população sujeita-se a atividades mal remuneradas e cargas horárias excessivas para garantir o sustento familiar. Como também, as crianças que fazem parte dessas residências são exploradas e privadas do acesso à educação, o que torna essa situação um ciclo e impede a ascensão social dessa classe.

Mediante ao exposto, faz-se necessário que o Ministério do Trabalho elabore projetos para melhorar a condição de vida dessas pessoas por meio do oferecimento gratuito de cursos técnicos nas regiões mais carentes, a fim de qualificar a mão de obra e garantir oportunidades a essa população. Dessa forma, com o indivíduo qualificado, não haverá a sujeição das pessoas a condições precárias e abusivas de trabalho, minimizando a exploração trabalhista no Brasil.