O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 17/09/2020

O documentário “A 13ª emenda” relata as consequências da escravidão nos Estados Unidos, relacionando à criminalização de negros e a falta de empregos dignos ao atual sistema carcerário estadunidense, que se encontra em superlotação. Na realidade brasileira, observa-se que ainda há resquícios da escravidão, no qual, trabalhadores não estão sendo devidamente respeitados. Nesse sentido, o problema persiste devido à insuficiência governamental e educacional, que não garantem tais direitos.

Primeiramente, o descaso governamental dificulta o reconhecimento e a visibilidade de trabalhadores que se encontram em estado de maus-tratos. De acordo com a CPT (Comissão Patoral da Terra), nos últimos 24 anos, cerca de 54.778 trabalhadores foram libertados de situações análogas à de escravidão. No entanto, ainda existem aqueles que são submetidos à condições degradantes, com jornadas extremamente exaustivas. Durante o Brasil Colonial, nativos e africanos foram sujeitados ao trabalho forçado e à mão de obra escrava, e mesmo após 100 da abolição da escravidão, ainda são vistas situações como essas. Dessa forma, percebe-se uma falha das políticas governamentais, que não asseguram a devida segurança destes, que necessitam de um espaço adequado na sociedade.

Por conseguinte, trabalhadores se veem num cenário longe de ter solução. Uma vez que, a sociedade está repleta de injustiças e muitos saem impunes de seus crimes. Segundo dados do Cadrasto de Empregadores do Ministério do Trabalho, cerca de 31,3% dos empregadores que exploram o trabalho escravo vem do setor da agricultura. Além disso, a falta de recursos para a fiscalização dificulta no combate dessas práticas. Desse modo, é de extrema importância ressaltar a necessidade da ampliação de políticas públicas, para que assim, obtenha-se igualdade completa entre os seres. De acordo com Mary Shelley “O mundo precisa de justiça e não de caridade”. Assim, conforme o embasamento dos direitos humanos, todo cidadão possui direitos básicos, econômicos, sociais e culturais.

Portando, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério do Trabalho, com o apoio do MEC, desenvolver uma campanha nas redes sociais, por meio da #Disque100, afim de reverter a atual situação de trabalhadores que se encontram escravizados pelos seus empregadores. Além disso, o Ministério da Educação, juntamente ao judiciário, deve implementar uma lei que assegure a eficácia do ensino nas escolas, por meio de aulas interdisciplinares, com o objetivo de conscientizar a população desde cedo sobre a importância do trabalhador, para que assim uma sociedade justa e igualitária seja alcançada. A partir dessas ações espera-se obter uma melhora deste grupo.