O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/09/2020
A escravidão através dos séculos
Como último país a a escravidão, o Brasil demonstra um enraizamento extremo com o trabalho escravo, uma vez que muito mais que uma característica da sociedade brasileira, ele foi um sistema econômico que por multo tempo sustentou o país. Dessa maneira, mesmo com a lei de abolição da escravatura, o trabalho escravo persiste ainda mesmo no século XXI, de forma ilegal, o que denuncia uma falha no sistema brasileiro ao lutar contra esse problema, que assola principalmente aqueles vulneráveis socialmente desde que a escravidão foi abolida.
Em primeiro lugar, o trabalho escravo persiste especialmente por consequências históricas, uma vez que após a Lei Áurea, que concedeu liberdade aos escravos, nenhum amparo social para reintegrá-los na sociedade lhes foi fornecido, e, como consequência, esses indivíduos permaneceram marginalizados e excluídos. Por conseguinte, hoje, pela falta de educação, conhecimento sobre direitos trabalhistas e até mesmo direitos humanos, essas pessoas que se encontram em estado de vulnerabilidade socioeconômica, são muitas vezes enganadas e acabam por se submeter a situações análogas à escravidão, sem ao menos ter o conhecimento disso, aceitando as péssimas condições de trabalho que lhes são impostas.
Por conseguinte, o trabalho escravo prossegue tanto em áreas rurais quanto áreas urbanas, destacando-se principalmente em setores como produção de carvão vegetal e confecção de roupas respectivamente, segundo o site Agência Brasil. Além disso, nele também constam dados relatando que em 2019 mais de 1000 pessoas foram resgatadas de trabalho escravo; todavia, os casos em investigação são cerca de 1,7 mil. Ademais, após o trabalhador ser resgatado, sem receber assistência, ele volta à situação precária que encontrava-se antes, estando sujeito a aceitar qualquer tipo de serviço novamente, uma vez que apresenta-se sem opção de sustento.
Destarte, medidas são necessárias para resolver esse problema. Portando, o Ministério Público juntamente com o Ministério do Trabalho, devem realizar programas de amparo social e econômico, prestando alojamento à vítima, indicações e auxílio para um novo emprego, além de um benefício financeiro até que ela consiga se estabelecer, assim, trabalhadores resgatados conseguirão se reintegrar socialmente e conquistar uma vida digna. Outrossim, é imprescindível que investimentos governamentais sejam voltados à educação, para que desde o ensino primário, conhecimentos sobre direitos trabalhistas e humanos sejam acessíveis à todos através de aulas e palestras. Por fim, espera- se que, aos poucos, seja possível superar as consequências deixadas por um Brasil escravocrata.