O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 13/09/2020
No Brasil, a escravidão foi um elemento presente desde a sua formação, que foi somente abolida em 1888, pela Lei Áurea, que mesmo com o seu fim, ainda acarretou um grande problema social nos dias de hoje. Atualmente, apesar de sua proibição, a escravidão pode ocorrer em empresas, devido o aproveitamento da falta de informação, desigualdade social e baixa fiscalização. Dessa forma, é evidente a necessidade de uma inspeção qualificada por parte do Governo Federal sobre essa problemática que afeta os direitos trabalhistas.
Nesse sentido, o combate à escravidão da atualidade pode ser dificultada devido além da baixa fiscalização, a falta de informação presente na sociedade sobre as empresas que praticam o trabalho escravo. Logo, com a a ausência de apoio popular, o número de denúncias contra essa problemática são mínimas, o que proporciona uma impunidade das empresas que utilizam o trabalho forçado. Dessa forma, a presença da falta de fiscalização e até mesmo a corrupção presente, gera uma baixa qualidade de vida aos trabalhadores devido à falta de segurança e salário insuficiente, sendo interessante salientar como os estrangeiros podem também estarem sujeitos a esse trabalho devido a falta de condição financeira em um pais novo.
Além disso, devido à desigualdade social, muitas pessoas apresentam dificuldades de encontrar empregos, assim, motivados a encontrarem um meio para se sustentarem podem serem subordinados aceitarem qualquer tipo de trabalho, consequentemente ao forçado. Logo, de acordo com os dados publicados pelo portal de notícias, Globo, em 2018 as ações fiscais da Inspeção do trabalho, identificaram 1,7 mil casos de trabalho escravo no Brasil. Assim, é notório a falta de fiscalização qualificada e de informação da população sobre esta problemática que afeta brasileiros e estrangeiros sem condição financeira.
Portanto, são perceptíveis, a presença do trabalho escravo na atualidade e como ela afeta a qualidade de vida das pessoas. Logo, cabe ao Governo Federal promover um maior investimento para a Secretaria de Inspeção do Trabalho por meio de programas assistenciais a fim de aumentar as fiscalizações e sua qualidade, garantindo uma maior segurança para os trabalhadores. Além disso, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego promoverem cursos técnicos gratuitos para as regiões carentes por meio de programas assistenciais, a fim que a população pobre possua mais oportunidades de emprego, o que pode diminuir a desigualdade social, assim, o Brasil poderá ter uma maior segurança com o trabalhador e consequentemente uma melhor qualidade de vida para a sua população.