O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 14/09/2020

O filme “Busca Implacável” retrata a história de duas amigas que viajam para outro país e são raptadas por uma máfia que trafica e explora mulheres sexualmente. Conforme o relato, elas são salvas de um sistema escravista que acomete diversas pessoas em precárias condições de vida. Infelizmente, tal cenário não destoa da realidade atual na sociedade brasileira. De tal forma, a desigualdade social e o preconceito contribuem para a persistência do trabalho escravo no país.

Em primeira análise, a concentração de renda decorrente do sistema econômico atual é visivelmente problemática. De acordo com dados do Observatório Digital de Trabalho Escravo no Brasil, das pessoas em condições correspondentes a esse tipo de exploração, 30,9% são analfabetos. Portanto, fica evidente que a necessidade de trabalho para sobrevivência e a falta de oportunidade submete trabalhadores, que desconhecem seus direitos, à empregos com situações precárias.                  Outrossim, o comportamento preconceituoso da população que persiste na sociedade, é preocupante. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego de São Paulo, 35% das vítimas de trabalho escravo entre 2010 e 2016, eram imigrantes. Assim sendo, movimentos comuns como o êxodo rural e a imigração são muitas vezes tratados com abusos e xenofobia, atrelado ao sentimento de superioridade devido à consciência da falta de opção dos trabalhadores.

Logo, fica claro que medidas devem ser tomadas para amenizar o problema. Por isso o Ministério do Trabalho, como órgão responsável, deve promover campanhas publicitárias a serem transmitidas na mídia televisiva, explicando os direitos trabalhistas e incentivando à denúncia de exploração. Além disso, as campanhas devem disponibilizar profissionais aptos que encaminhem trabalhadores que sofreram abusos à outras possibilidades de emprego ou estudo. Para que assim, tenham consciência dos seus direitos e novas oportunidades. Espera-se com isso, qualidade de vida para todos e consequentemente o bem-estar social.