O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 14/09/2020
A história do Brasil é marcada por 300 anos de escravidão. Nessa perspectiva, mesmo após a sua abolição, em 1888, são encontrados brasileiros vivendo em situações análogas ao trabalho escravo. Dessa forma, permanece na realidade brasileira esse entrave para garantia dos direitos humanos, em virtude de, uma sociedade capitalista exploratória e desigual.
Em primeiro lugar, o sistema capitalista é exploratório. Nesse sentido, o filósofo Karl Marx em suas teorias argumenta sobre o conceito de Mais-valia, que é diferença entre o valor produzido pelo trabalhador e o recebido por ele. Em suma, o cenário de exploração é instaurado nesse momento, visto que, para aumentar os lucros e a acumulação de capitais, o valor pago ao funcionário não é necessariamente o que ele produziu. Portanto, é nítido que o sistema gira em torno do lucro do detentor dos meios de produção.
Em segundo lugar, as desigualdades sociais influenciam esse panorama. Pois diante de cenário de vulnerabilidade social, como extrema pobreza e fome, os indivíduos sujeitam-se a jornadas exaustivas de trabalho ou situações degradantes na esperança de uma melhor qualidade de vida. Diante disso, é importante destacar que, segundo o Coeficiente de Gini, o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo. Logo, os fatores socioeconômicos exercem influência sobre esse cenário de trabalho escravo brasileiro.
Diante disso, é perceptível a necessidade de mudança. Por isso, cabe ao Ministério do Trabalho punir os transgressores das normas trabalhistas, bem como, deve aumentar a quantidade de Fiscais do trabalho, a fim de, fiscalizar e assegurar os direitos dos trabalhores. Desse modo, abolir a escravidão definitivamente da realidade brasileira.