O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 13/09/2020
Desde o “Século das Luzes”, comumente conhecido como Iluminismo, ocorrido no século XVIII, na Europa Ocidental, teóricos da época pregavam que uma sociedade só progride quando seus cidadãos se mobilizam com o intuito de solucionar conflitos do corpo social. Não obstante, verifica-se, que o trabalho escravo no Brasil contemporâneo vai de encontro aos ideais iluministas, uma vez que este empecilho apresenta-se de maneira atemporal, de modo a retomar falhas do passado, que estorvou o desenvolvimento intelectual. Dessarte, é categórico que planos sejam aplicados para alterar esse nocivo cenário que possui como causas: a negligência do Governo e a falta de consciência social.
Mormente, é fulcral destacar que o óbice em questão deve-se muito à ineficácia estatal no que se concerne à elaboração de políticas públicas que promovam, de maneira efetiva, a ruptura do trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Consoante a isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade da política norte-americana, disse, em seus discursos, que o Estado tem como função prover aos cidadãos as condições para viver de forma digna. De acordo com um levantamento do Ministério do Trabalho e da Comissão Pastoral da Terra, divulgado pela ONG “Escravo, Nem Pensar!”, mais de 52 mil trabalhadores foram regatados da escravidão entre 1995 e 2016. Desse modo, faz-se mister que ocorra uma reformulação dessa postura estatal de maneira urgente.
Outrossim, é imperativo pontuar que a problemática encontra terra fértil na falta de consciência social. Nessa lógica, o sociólogo Karl Marx teceu diversas críticas, em suas obras, acerca da atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Tratando-se do trabalho escravo na contemporaneidade, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado brasileiro não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, permitindo, assim, que tal prática ganhe cada vez mais notoriedade no corpo social, causando grandes impactos ao bem-estar e no avanço intelectual da sociedade.
Isto posto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange à problemática. Para tanto, o Governo federal, como instância máxima da administração executiva, aliado ao Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, deve levar palestras por todo o Brasil, alertando a população acerca dos malefícios resultantes do trabalho escravo, de modo que ocorra a massificação do termo na sociedade, por intermédio de propagandas acerca do tema. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em níveis mundiais, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se em diminuir o número de casos e proporcionar uma consciência coletiva.