O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/09/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, o trabalho escravo no Brasil contemporâneo dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário é fruto tanto da negligência estatal quanto da falta de conscientização popular.
Inicialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê o direito à igualdade e ao bem-estar social para todos os cidadãos. Desse modo, o desenvolvimento da problemática fere a legislação e demonstra a incapacidade estatal de promover políticas públicas para fiscalizar o cumprimento da lei, a fim de coibir o agravo desse embate. Tudo isso proporciona a perpetuação desse quadro deletério.
Outrossim, o filósofo existencialista, Jean-Paul Sartre, discorre que o homem é condenado a ser livre, sendo responsável por todos os seus atos. Tendo em vista os ensinamentos do filósofo, é nítido que o quadro consegue se manter constante no país, pois a sociedade não busca maneiras de conscientizar-se e para poder interromper a continuidade das ações que ferem a lei.
Infere-se portanto, que medidas são necessárias para combater o trabalho escravo no Brasil. Assim, o Ministério da Justiça, juntamente as Polícias Federal e Estadual devem fiscalizar todos os empregadores e checar se os funcionários tem todos os seus direitos para assim coibir a continuidade desse embate, além da sociedade que deve se manter informada e denunciar tais ações ilícitas, a fim de criar um pais mais justo e alcançar o desenvolvimento. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.