O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 11/09/2020
Cicatrizes de um país escravocrata
O historiador Laurentino Gomes, retrata em seu livro “1808”, que com a chegada da família real à América o exercício da escravidão aumentou exponencialmente. No entanto, embora abolida tais práticas, o Brasil ainda carrega cicatrizes de um país imperial, colocando trabalhadores em condições subumanas e consequentemente infringindo a constituição. Dessa forma, tornando-se necessário uma melhoria nesse cenário.
Em primeira análise, para estar na moda, as empresas estão dispostas a lucrar a qualquer custo. Segundo o jornal O GLOBO, a Zara é responsável pelo caso de trabalho análogo à escravidão e de acordo com os fiscais, os costureiros chegavam a executar suas funções por cerca de 20 horas por dia, em ambientes sem ventilação e com fiação exposta. Infelizmente, encontra-se casos como esse no Brasil, o qual submetem os indivíduos à condições subumanas, fazendo com que ao invés de evoluírem, retrocedem.
Ademais, apesar da escravidão ser considerada um crime, ainda há indivíduos que infringe a lei. Conforme o artigo 149 da constituição brasileira, fazer com que um ser humano trabalhe em condições semelhantes à exploração da mão de obra, é considerado uma violação dos preceitos já estabelecidos. Logo, é indubitável a admissão de pessoas que coloquem outros sujeitos em posições subumanas de emprego, sendo imprescindível o cumprimento da lei.
Portanto, fica evidente a exploração do ser humano no Brasil, fazendo-se necessário medidas serem tomadas para que possam amenizar os impasses. Em suma, cabe ao Ministério da Justiça aumentar a fiscalização por meio da contratação de profissionais qualificados, remunerando-os de forma satisfatória a fim de atenuar a ocorrência de casos de escravidão, uma vez que diminuindo os entraves os indivíduos poderão viver um vida digna e superar cicatrizes de um país escravocrata.