O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 10/09/2020

Em 1888, o Brasil proibiu a escravidão, porém, tal ato só ocorreu devido à pressões britânicas, sem comoção popular. Dessa maneira, a falta de interesse em extinguir esse male sempre esteve presente na sociedade, promovendo, nos dias atuais, a manutenção desse. Dessarte, essa problemática tem como precursores o egoísmo moderno e a disparidade social no País.

Primeiramente, a extrema pobreza provoca maior vulnerabilidade, já que o cidadão, desesperado, é manipulado por escravocratas, aceitando situações hostis. Desse modo, esse fato é visto na série brasileira “3%”, a qual demonstra pessoas miseráveis dispostas a fazer qualquer coisa para melhorar sua vida, se tornando suscetíveis à fraudes. Diante disso, devido a injustiça no Brasil -o qual é o sétimo país mais desigual, de acordo com o jornal UOL- tal programa se torna realidade, tendo cerca de 200 mil escravos atualmente, como dito na UOL, precisando de intervenções.

Ademais, há pouca movimentação popular diante desse cenário, já que a sociedade atual é egoísta, agravando tal situação. Esse fato é evidenciado pelo filósofo Zygmunt Bauman, o qual relata que, nos dias atuais não há um senso coletivo, dificultando mudanças sociais. Todavia, a apatia da comunidade provoca a manutenção dessa problemática, como evidenciado no período da escravidão, já que sua abolição não foi proporcionado pela comoção geral. Logo, medidas são necessárias para garantir o direito à liberdade previsto nos direitos humanos.

Portanto, é notória a necessidade de diminuir a desigualdade e o egoísmo moderno. Para tal, o Ministério da Educação, por intermédio da mídia -principal precursora de transformações sociais- deve promover propagandas conscientizadoras. Tais publicações devem retratar histórias de trabalho forçado, visando comover a população e demonstrar a importância de mudanças. Além disso, o Ministério da Economia deve, por meio de um redirecionamento de capital, promover mais empregos, diminuindo a vulnerabilidade e, assim, a escravidão contemporânea.