O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/09/2020

Presente no Brasil desde o período Colonial a escravidão se fundamentou no trabalho de pessoas negras. Com o passar dos séculos o processo de escravização se ampliou, englobando não somente os afro-descendentes como também outras etnias que habitam a classe pobre. A grosso modo pode-se afirmar que essa população é submetida a condições precárias tanto higiênicas quanto de segurança como consequência da busca pelo sustento de suas famílias. Então que medidas devem ser tomadas para preservar a integridade e os direitos desses trabalhadores?

A OIT (Organização Internacional do Trabalho), afirma que aspectos como: baixa remuneração, precariedade no saneamento básico e na segurança, bem como ameaças são fundamentais para se identificar um trabalho como escravo. Considerando esse conceito, percebesse que atualmente existe uma nova forma de escravização que compromete os direitos básicos do ser humano. Dados da OIT também afirmam que a maior parte do trabalho escravo no Brasil, ocorre nas áreas rurais, que exigem muito esforço físico. Tendo em vista essa comprovação pode-se inferir que a população escravizada em suma realiza tarefas muito exaustivas que acarretam problemas físicos e psicológicos.

Segundo o Ministério do Trabalho pelo menos 32 a 39% dessas vítimas é analfabeta ou só chegaram até a quarta série. Ademais, pressupõe-se que essas pessoas não possuem grau de escolaridade ou constitucional suficiente para identificar o trabalho como escravo. Admitindo a teoria de Charles Darwin, no qual o ser vivo mais apto sobrevive, pode-se entender que a outra parcela dessa população, apesar de terem consciência da exploração sofrida, se submetem a tal para garantir sua sobrevivência e a de suas famílias.

Portando, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Justiça disponibilizaria um maior número de policiais responsáveis pelas fiscalizações das áreas rurais tanto para haver um menor distanciamento entre a justiça e a vítima, como uma prevenção para evitar novos casos de escravidão. Ademais, o Ministério dos Direitos Humanos através das redes de telecomunicações formaria campanhas publicitárias que detalhem sobre o funcionamento do trabalho escravo e os processos necessários para fazer as denúncias, tanto presencialmente quanto pelo disque denúncia, conscientizando a população pobre de seus direitos trabalhistas e garantindo sua segurança.