O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 09/09/2020
No filme “Histórias Cruzadas”, Aibileen se encontra em condições análogas à escravidão, nas quais é obrigada a trabalhar exaustivamente sem receber a devida remuneração. No Brasil, infelizmente, a situação é parecida com a ficção, já que o trabalho escravo contemporâneo vem ganhando cada vez mais destaque e se dá por questões como déficit na educação e também por condições de extrema pobreza.
Em primeiro lugar, é preciso destacar que a abolição da escravidão, no Brasil, ocorreu com Lei Áurea, em 1888. No entanto, dados da Organização Internacional do Trabalho apontam que nos últimos 24 anos, cerca de 50 mil pessoas foram libertas de situações análogas à escravidão, sendo 33% delas analfabetas e 39% concluíram apenas o quinto ano. Tais dados tornam visíveis que a falta de uma educação de qualidade pode sujeitar milhares de pessoas ao trabalho escravo.
Outro fator crucial, é que pessoas em condições de baixa renda e extrema pobreza são mais propensas se tornarem escravos. O site “Repórter Brasil” aponta que os migrantes internos ou externos se sujeitam a ganhar menos do que é imposto pela lei já que necessitam urgentemente de uma fonte de renda que possa fornecer necessidades básicas como alimentos e roupas.
Portanto, se faz necessário que o Ministério da Educação invista na melhoria do ensino em regiões que apresentam casos de escravidão, preparando a população para o mercado de trabalho formal e informando-os sobre seus direitos, dessa forma evitando que sejam futuras vítimas da escravidão. É preciso também, que haja uma renda mínima fixa, disponibilizada pelo Ministério da Economia, para auxiliar cidadãos em condições de extrema pobreza, até que esses se encontrem empregados e com salários justos de acordo com suas funções. Ações como essas impediram que situações como as de “História Cruzadas” continuem a acontecer no Brasil.