O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/09/2020
O trabalho está presente desde os primórdios da humanidade, logo traz consigo diversas percepções ao seu respeito. Nesse sentido, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que o trabalho enobrece o homem, contudo para uma parcela isso não é verdade, já que estão em trabalhos análogos à escravidão, caracterizando um grande problema. Portanto, a negligência estatal e a falta de denúncia por parte da sociedade só corrobora com esse entrave.
A priori, a ausência de fiscalização do Estado agrava muito a situação. Haja vista que o governo reduziu o Ministério do Trabalho e juntou ao Ministério da Economia, fazendo com que o número de funcionários diminuíssem para enxugar a máquina pública. Assim, segundo o SINAIT (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais), seriam necessários cerca de 8 mil auditores para cobrir todo o território nacional, sendo que o país conta atualmente com cerca de 2 mil. Desse maneira, evidencia-se o quão despreocupado está a esfera pública em reverter esse panorama.
Outrossim, os cidadãos brasileiros precisam reconhecer e denunciar esses abusos trabalhistas. Nesse sentido, segundo o Ministério do Trabalho, os trabalhadores libertados são, em sua maioria, migrantes internos ou externos, que deixaram suas casas para a região de expansão agropecuária ou para grandes centros urbanos, em busca de novas oportunidades ou atraídos por falsas promessas. Dessa forma, as vítimas já são muito vulneráveis e ficam em um estado de “niilismo passivo”, termo cunhado por Friedrich Nietzsche, que caracteriza o indivíduo que não vê outra saída e acaba aceitando essa forma de viver. Nesse viés, é notória a importância da população em denunciar a escravidão moderna, pois é a única maneira de ajudá-los e mitiga-la.
Em suma, urge reduzir o trabalho escravo contemporâneo. Desse modo, é mister que o Estado, por meio de verbas, aumente a autonomia do Ministério do Trabalho e forneça tecnologias, por exemplo, melhores meios de locomoção, para que auxilie a rapidez e facilite a fiscalização. Ademais, é preciso que a Mídia em conjunto com o Ministério das Comunicações, por intermédio dos meios de comunicação, mostrem a população como identificar e denunciar, exibindo as informações de fácil entendimento com dados, com o modo de trabalho deles, a fim de que a população se sensibilize e exerça sua cidadania auxiliando o próximo. Destarte, poderá eliminar o trabalho análogo à escravidão e trazer novamente o sentimento que enobrece o trabalhador.