O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 08/09/2020

O trabalho análogo à escravidão é ainda uma realidade bastante presente na vida dos brasileiros, principalmente oriundos do campo. Muitos desses trabalhadores enfrentam condições desumanas de horas de trabalho extensas e baixíssimo salário. Isso acontece devido a falta de fiscalização dos órgãos governamentais e a falta de empregos formais.

Nesse viés, a falta de fiscalização em regiões rurais dos estados é determinante para que haja tanta exploração dos trabalhadores. Visto que, muitos empresários se aproveitam da ausência de Estado e a pobreza extrema nesses ambientes para perpetuar a exploração do trabalho. Nesse contexto, segundo o IBGE, 1 em cada 10 trabalhadores rurais trabalham em condições similares à escravidão. Logo, é evidente que o Governo Federal deve aumentar à fiscalização com o intuito de mitigar esse tipo de exploração trabalhista contemporânea  e prender os responsáveis.

Ademais, a ausência de empregos formais no interior dos estados é preponderante para a disseminação da exploração trabalhista. Nessa perspectiva, a geração de empregos formais acontece, principalmente, em regiões metropolitanas dos estados, fazendo com que o interior seja ainda mais vulnerável ao cenário de escravidão trabalhista. Nesse ínterim, de acordo com o Caged, de cada 5 vagas de trabalho 4 são geradas nas regiões metropolitanas. Nesse paralelo, nota - se que a geração de empregos formais no interior é fundamental para a erradicação da escravidão trabalhista contemporânea brasileira.

Portanto, cabem aos prefeitos junto aos governadores, por meio de projetos de leis, oferecerem isenções fiscais e subsídios para que empresas possam investir no interior dos estados. Isso faria com que milhares de trabalhadores saíam da informalidade e tenham direitos trabalhistas equiparados aos demais empregados em regiões metropolitanas. Com isso, o trabalho escravo seria praticamente erradicado em nosso país.