O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/09/2020
O principal marco da colonização brasileira foi trabalho escravo e objetificação dos indivíduos. Sendo assim, parcelas injustiçadas eram obrigadas a trabalhar em troca de enriquecer a colônia, pois os setores privilegiados usufruíam do poder. Todavia, deve-se analisar que mesmo após o desenvolvimento federativo do país, o trabalho escravo não foi obsoleto, uma vez que seja perceptível a falta de educação para formação profissional e o intenso capitalismo existente na sociedade.
Em primeiro plano, destaca-se que a carência educacional é um dos principais fatores pelo trabalho escravo no Brasil. Isso decorre, da fragmentação de ensino e falta de investimentos governamentais vigentes desde o avanço capitalista, pois a corrupção encontra-se fortemente marcada no país. À luz disso, os indivíduos, por exemplo, não possuem incentivo e estrutura para obter educação profissional de qualidade e por fim, buscam por empregos informais como a única saída para o sustento. Em consequência disso, o número de trabalhadores informais aumenta exponencialmente e são subjugados a pouca remuneração, longas horas e condições precárias.
Além disso, nota-se, ainda, como o capitalismo não tem interesse em auxiliar os menos favorecidos submetidos ao trabalho escravo. Isso decorre, de acordo com o geógrafo Milton Santos na obra “Por uma outra Globalização”, que o capitalismo criou um mundo caótico com fome, pobreza e submissão, culpando, assim, os miseráveis pela sua própria miséria. Dessa forma, trabalhadores por exemplo, são atraídos de regiões distantes do local de trabalho com a promessa de bons salários, mas na realidade, as condições são insalubres e extenuantes, provando que os empregadores procuram incansavelmente por lucro e poder e ignoram as condições trabalhistas que propõe. Por consequência disso, cria-se uma independência forte entre patrão empregado acentuando trabalho escravo.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para melhoria estrutural na educação, urge que o Governo junto ao Ministério da Educação, invistam por meio de verbas governamentais, em cursos profissionalizantes e no incentivo à educação, para que todos os indivíduos possam ter acesso a uma formação de qualidade e preparatória para o mercado de trabalho. Além disso, é de suma importância que o Estado aplique e intensifique políticas públicas, com a finalidade de reprimir os empregadores que visam o trabalho escravo, punindo-os corretamente e impondo rigorosas multas.