O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 05/09/2020
Mais de 120 anos se passaram desde a abolição da escravatura no Brasil. Um marco importante para frear uma prática abusiva e retrógrada de trabalho. Infelizmente, o regime escravo ainda persiste na realidade brasileira, cerceando direitos e liberdades de pobres e fomentando a corrupção do sistema sócio-político.
A escravidão moderna é uma mancha do passado que precisa ser apagada da nossa história. Assim como os escravos do Brasil colonial, os trabalhadores “em regime análoga à escravidão” são submetidos a jornadas exaustivas e abusivas, prejudicando a saúde física e mental dos indivíduos empregados. Estes ficam presos aos seus empregadores por dívidas impagáveis ou uma situação de pobreza aproveitada por terceiros. Não é à toa que esses abusos são condenados pelos direitos humanos e constituem crimes na legislação.
Como qualquer prática criminosa lucrativa, a escravidão reforça e é mantida por poderes políticos paralelos à legalidade. Consequência disso está na maior predominância da escravidão moderna em zonas rurais do Norte, Nordeste e Centro Oeste, onde a fiscalização é pequena e os políticos detém muito poder sobre as massas, dando brechas para aqueles que desejarem abusar o sistema, tal como garantir impunidade para fazendeiros com mão de obra escrava.
A ganância em detrimento da vida alheia é uma herança da escravidão contemporânea que perdura até os dias atuais, prejudicando a vida e liberdade de cidadãos brasileiros. É necessário que as instituições públicas municipais, estaduais e federais se mantenham atentos à abusos de empreendedores sobre sua mão de obra, e que a população e Estado formem uma parceria, através de palestras e cursos, para educar e munir os mais pobres de conhecimento para reconhecer práticas abusivas e contemplar seus direitos. Dessa forma, teremos um país verdadeiramente livre de regimes escravos e semi escravos em pleno século vinte e um.