O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 05/09/2020

No Segundo Reinado, período marcado pela assinatura da Lei Áurea, ocorreu teoricamente a libertação dos negros da escravidão, porém isso não ocorreu na prática, no qual praticamente todas as pessoas direcionadas à essa lei continuaram na mesma situação. De maneira análoga, esses acontecimentos perduram até a contemporaneidade, sendo possível observar diversos trabalhadores em situações análogas de escravidão, permitindo uma influência nas fábricas para que esse modo de produção continue até as futuras gerações. Assim, é possível afirmar que as raízes histórias e as suas consequentes influências são os principais motivos para o trabalho escravo no Brasil atual.

A princípio, o cantor Cazuza dizia que: “Eu vejo o futuro repetir o passado”. Nesse viés, é visível que acontecimentos do passado tendem a permanecer enraizados na sociedade, se não forem acompanhados com um discernimento adequado, como é o caso do trabalho escravocrata, que, infelizmente, ainda ocorre no Brasil. Além disso, essa continuidade de um modo de produção ultrapassado demonstra a extrema ignorância da população no que diz respeito à saúde humana, pois promove grandes jornadas de trabalho em ambientes desumanos. Dessa forma, é visível que para que ocorra uma diminuição nessa problemática, faz-se necessário o rompimento com os ideias imperiais, em prol da retirada desse pensamento do meio social.

Outrossim, o sociólogo Max Weber afirma que ações individuais refletem diretamente na sociedade, acarretando problemas nas mais diversas camadas sociais. Nesse âmbito, é imprescindível o estudo das influências históricas no quesito humano, pois permiti estudar e prevenir diversos acontecimentos maléficos ao bem social e, assim, impedindo a perpetuação destes nas futuras gerações. Analogamente, a população ainda sofre com o pensamento de necessidade do trabalho escravo, no qual entrega ao patrão um melhor retorno financeiro, porém ocasiona diversos males aos que sofrem desse trabalho bárbaro. Desse modo, faz-se necessário um incentivo em políticas educativas para o estudo da influência histórica no Brasil.

Portanto, é perceptível que o Segundo Reinado deixou vertentes históricas de péssima qualidade, sendo maximizadas pela influência ocasionada por estas. Posto isso, o Ministério da Educação deve promover palestras de âmbito social, com o objetivo de demonstrar as consequências negativas desse tipo de trabalho para a sociedade brasileira, como as diferenças socioeconômicas e os prejuízos ocasionados à saúde, por meio de historiadores e educadores renomados, com o fito de reduzir o número de situações análogas de escravidão e, por conseguinte, a redução desse modo de produção desumano.