O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 04/09/2020

No período colonial, negros eram trazidos da África para o chamado “Novo Mundo”, submetidos a escravidão e uma vida neglicenciada.No ano de 1888, entrou em vigor a Lei Áurea, na qual oficializava o fim da escravização no Brasil. Todavia, mesmo com o término dessa prática ainda há a presença do trabalho escravo na nação. Não só a negligência governamental, mas também o racismo, são fatores que corroboram com a problemática.

Precipuamente, é fulcral pontuar que, de acordo com a Constituição Federal, é dever do Estado garantir o bem-estar social, entretanto, isso não ocorre no país. Tal situação pode ser justificada pelo descaso do Governo, uma vez que o mesmo lucra com esse tipo de mão de obra tendo relação direta como a frase célebre dita por Nicolau Maquiavel: “A ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela.” Como consequência, há o agravamento dessa realidade acarretando diversos efeitos negativos na sociedade, como o aumento da desigualdade social e da pobreza.

Ademais, é válido salientar a ideia de superioridade racial como promotor do problema. Nessa lógica, na obra “Navio Negreiro”, de Castro Alves, é retratada a crítica do autor em virtude das condições de trabalho e da vida dos escravos no processo de formação do Brasil. Mesmo após séculos terem se passado, é perceptível que a ideia que o homem branco é superior ao resto da população continua enraizada na nossa sociedade, visto que, de acordo pelo levantamento realizado pela Repórter Brasil, cerca de 82% dos trabalhadores resgatados eram negros e pardos, dando ênfase que o racismo é uma das principais causas da persistência do trabalho forçado, contribuindo para que essa parcela da população não tenham seus direitos preservados presente na Carta Magma.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na nação. Dessarte, com o intuito de diminuir o número de casos de trabalho escravo, urge ao Poder Legislativo à promoção e fiscalização de leis que punem esse tipo de prática, além de campanhas realizadas por meio dos centros de mídia como, comerciais e até mesmo transmissões de filmes que retratem tal prática, com o fito de conscientizar a população que ainda há existência do trabalho escravo no país. Outrossim, é papel das escolas a realização de palestras e conferências tendo como palestrantes até  mesmo pessoas que foram resgatadas dessa realidade, a fim de conscientizar as crianças sobre a importância que os negros tiveram no processo da formação do país. Somente assim, o Brasil poderá se tornar um país igualitário e todos os indivíduos terão seus direitos assegurados pela Constituição.