O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/09/2020
Em função da grande demanda por mão de obra, visto que era crescente o desenvolvimento de manufaturas e mineração, é inegável a dependência do Brasil Colônia ao tráfico de escravos. Hodiernamente, entretanto, mesmo sendo previsto, por lei, como crime os mesmos meios de trabalho daquela época, a economia continua vinculada na exploração do trabalho e contribui para a perpetuação desse problema na sociedade brasileira.
Nessa perspectiva, a considerar a relação de dependência do conhecimento com a percepção da realidade, torna-se presente a falta dessa percepção a muitos brasileiros, na medida em que a educação não é uma ferramenta acessível no Brasil e informações introdutórias, sobre os direitos previstos na constituição, não são disseminadas de forma efetiva. Em consonância ao pensamento do filósofo Francis Bacon, de que o saber é poder. O Estado que priva a sociedade de uma educação exemplar ou dificulta o acesso em massa à informações essenciais, tira esse poder da população e propicia os casos recorrentes de injustiças sociais, como é o caso da escravidão contemporânea.
Além disso, o desenvolvimento de novas tecnologias são diretamente proporcionais ao desemprego estrutural, uma vez que há a ascensão da inteligência artificial, por exemplo, em detrimento da mão de obra humana. Dessa maneira, a crescente do desemprego ocasiona a sujeição a empregos que convergem com os preceitos de uma escravidão. Em destaque à Carta Magma brasileira em vigor, o impasse em questão antagoniza o seu repúdio ao trabalho escravo e evidencia a ineficiência do Estado em cumprir os direitos constitucionais.
Torna-se claro, portanto, a relevância de medidas corretivas à escravidão contemporânea no Brasil. Para que isso ocorra, é preciso que o governo aplique multas a estabelecimentos que pratiquem tal crime, junto ao fechamento desses, por meio da criação de leis mais coercitivas, a fim de esmorecer e acabar com essa exploração. Ademais, o Ministério da educação deve proporcionar um acesso à informações mais abrangentes, sobre a escravidão dos dias atuais, partir de palestras e campanhas midiáticas, com o objetivo de democratizar a noção de realidade à população. Assim haverá a resolução do impasse e a escravidão presente no Brasil Colônia não se alicerçará na sociedade atual.