O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 04/09/2020

Durante a Primeira Revolução Industrial na Inglaterra, para receber dignidade de trabalho, milhares de trabalhadores foram às manifestações na busca de direitos trabalhistas nas ruas devido à exploração de obra vigorosa em terras britânicas na época. No Brasil contemporâneo, verifica-se, desse forma, que o trabalho escravo assemelha-se ao passado inglês outrora enfatizado. É desproporcional para o século XXI -tido como evoluído- que trabalhadores estejam vulneráveis às condições precárias. Por isso, faz-se imperioso analisar os porquês.

De fato, o problema advém, em muito, dos interesses econômicos. Sob esse viés, conforme da ideologia filosófica de Karl Max, filósofo alemão, é possível entender melhor o que ocorre na contemporaneidade que induz o trabalhador ao trabalho extremo. Tal filosofia afirma que, por meio do rendimento elevado de capital, os empreendedores passam a valorizar muito mais o produto final do que sequer os funcionários. Dentro do contexto atual,o capitalismo -sistema econômico baseado na legitimidade de bens e na criação de lucros- é induzido em grande parte das empresas, com o intuito de melhorar o rendimento financeiro, sem respeitar o limite físico e emocional dos cidadãos, fora. é claro, torná-los mais propensos à fadiga. Evidencia-se,então, uma forte desvalorização do bem-estar humano.

Em segundo plano, a vigorosidade do silenciamento civil ainda afeta diretamente o óbice. Em consonância a isso, há de se pontuar que a subjetividade presente na falta de debates por determinados temas é fruto da não importância coletiva que é lhes concedida. No entanto, ao longo da história, torna-se nítido que a participação da coletividade é fundamental para mitigar obstáculos. Comprova-se, a veracidade dessa tese: ao refletir sobre esforços populacionais internos e externos, nos quais forçaram a princesa Izabel a assinar a Lei Áurea, o que encerrou escravidão contra negros no século XIV. Assim, é mais vislumbrante que o corpo civil deve ir à luta pelos trabalhadores, de modo a impor medidas legais para vencer a problemática.

É congruente defender, portanto, que os impasses supracitados instituam desafios a superar. Para tanto, o Governo Federal, por intermédio do Poder Legislativo, deve criar uma lei cuja tenha  a garantia do bem-estar do trabalhador e uma carga horária razoável estabelecida de acordo com as necessidades dos trabalhadores, além de criar penas criminais para empresas, as quais não respeitarem a norma. Em conjunto, compete à sociedade pressionar o Estador a fiscalizar as áreas de trabalho, a fim de garantir que tal regra esteja -por conseguinte- funcionando em escala nacional. Com essas ações, aos poucos, a situação brasileira não mais assemelhará-se à condição trabalhista inglesa na Revolução Industrial..