O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 03/09/2020
No ano de 1888, foi assinado a Lei Áurea, a qual oficializava o fim da escravidão no Brasil. Entretanto, mesmo com o termino oficial dessa prática, ainda há a persistência do trabalho escravo no país, tal qual tem como causa a negligência governamental e o racismo.
Em primeira instância, segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social, porém essa não é a realidade brasileira. Isso pode ser visto devido a inobservância estatal no que tange aos trabalhos ilegais e forçados. Tal atitude pode ser justificada, uma vez que tal assunto não é uma prioridade para o governo, visto que ele lucra com essa mão de obra e, a consequente venda dos produtos. Como consequência disso, há a agravamento dessa realidade problemática. Outrossim, deve-se ressaltar, também, que a ideia de superioridade racial tem protagonismo no cenário supracitado. Sob essa perspectiva, na obra “Navio Negreiro”, de Castro Alves, é retratada a crítica do autor sobre as condições de trabalho e vida dos escravos. Tendo isso em vista, devido ao pensamento, errôneo, de hegemonia racial, os indivíduos- em sua maioria negros- são submetidos a condições precárias e trabalho forçado, assim como a má remuneração, corroborando, assim, para a persistência de uma realidade racista na sociedade.
Dessarte, medidas que visam solucionar o trabalho escravo no Brasil são necessárias. Para tal, o Ministério da Cidadania, juntamente com a Secretaria do Trabalho, deve contratar profissionais capacitados- por meio da abertura de concurso público- com o fito de reforçar a importância da igualdade jurídica, mediante campanhas televisivas, assim como aumentar a fiscalização com o trabalho escravo ilegal. Essa proposta sugere que, a partir dessas mudanças, haja a mitigação desse cenário problemático e, também, o desenvolvimento de empregos legítimos a esses indivíduos, para que, então, a teoria hobbesiana seja cumprida.