O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 14/09/2020

É importante ressaltar, que o trabalho escravo fez parte da cultura brasileira no começo da formação do país quando colônia, e nos dias atuais fazendo uma breve análise, é possível definir, de maneira clara, o trabalho escravo. Não raramente, notícias que relatam trabalho escravo surgem na mídia Brasileira. Empresas e indústrias que utilizam a mão-de-obra humana de tal maneira que mais parecem enxergá-la como uma máquina. Nesse contexto, o senhor de engenho do passado é o mesmo do presente, pois 74% dos casos atuais, análogos a escravidão, estão ligados à agricultura e à pecuária.

A herança do dia três de maio de 1888 pode ser observada até os dias de hoje. Contudo, agora não só com os negros, índios ou imigrantes, como também, o cidadão brasileiro, desfavorecido é jogado no mercado de trabalho em condições semelhantes a de seus antepassados: semi-analfabeto, sem estudo, qualificação, e sem o conhecimento das leis trabalhistas. Desse modo, o trabalhador é forçado a realizar tarefas exaustivas em jornadas degradantes, não sendo capaz de cobrar seus direitos.

Além disso, o trabalho escravo é maléfico para a economia, haja visto que, os trabalhadores, não contribuem para o arrecadamento de impostos,já que os mesmos não são legalizados pelo ministério do trabalho. O governo além de perder dinheiro, não consegue investir mais dinheiros nas áreas básicas do pais, como saúde, educação, segurança e previdência social. Ademais, dado apresentado pela Walk Free (Fundação que trabalha no sentido de acabar com a escravidão moderna), o Brasil tem 161,1 mil de pessoas submetidas à escravidão moderna. Diante do exposto e inadmissível que a sociedade brasileira aceite de tal forma tal postura negligente e desumana para a sociedade atual.

Portanto, faz-se necessário o Governo criar órgãos fiscalizadores, que foquem onde tenha maior percentual de trabalho escravo, e puna os mesmos com multas, encerrem suas atividades e resgatem os trabalhadores, além de fornecer ensino de qualidade e cursos profissionalizantes para que os recém libertos possam se encaixar no mercado de trabalho e assim ter uma melhor expectativa de vida. Pois como já dizia Paulo Freire,“Não há vida sem correção, sem retificação”.