O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Historicamente, desde à Revolta da Vacina em 1904, várias doenças foram erradicas do Brasil, como a varíola, sarampo etc. Hodiernamente, infelizmente, algumas dessas doenças encontra-se novamente em território brasileiro, decorrente da ausência de crianças e adultos vacinados contra essas enfermidades, além da inobservâcia acerca da imigração massiva de populações não vacinas advinda de países em crise humanitária.

Em primeira análise, é importante ressaltar que o reaparecimento de doenças erradicas está intrinsecamente relacionado à ausência de vacinação. Consoante à Teoria da Compensação do Risco elaborada pelo pesquisador Gerald Wilde, ao passo que o indivíduo vivencia um estado de segurança acerca de algo, torna-se mais audacioso, sujeitando-se a mais riscos. Nessa perspectiva, a alta eficiência da imunização promoveu um sentimento de resguardo aos indivíduos, desleixando-se acerca dessa ação, reduzindo o número de pessoas vacinas e, consequentemente, expostas a enfermidades.

Outrossim, é evidente que a inobservância a respeito ao crescente número de imigrantes advindo de países em crise humanitária trouxe problemas sociais graves, como o surto de sarampo. Em harmonia com a filósofa Hannah Arendt, pode-se considerar a diversidade como inerente à condição humana, de modo que os indivíduos deveriam estar habituados à convivência com o diferente. Porém, ao analisar a situação do Brasil, verifica-se algumas negligências sobre o controle de doenças, não havendo vacinação para essa nova população e, atrelado ao fato da população local não estar vacinada, provaca o reaparecimento de doenças que até então eram erradicadas.

Impede, portanto, que medidas são necessárias para amenizar o impasse. Primeiramente, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde deve promover palestras nas escolas e propagandas acerca dos perigos da não imunização infantil e adulta, inserindo nas grades curriculares das escolas e nos horários televisivos espaço para debates, a fim de  conscientizar a população, objetivando um aumento no número de vacinados. Por fim, cabe ao Ministério da Saúde garantir políticas públicas para o combate ao surto dessas doenças, promovendo o tratamento dos imigrantes que já estão infectados e a vacinação, além de promover campanhas de imunização emergenciais para toda população da região, a fim de prevenir epidemias no restante do Brasil.