O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 31/10/2018

A Revolta da Vacina ocorrida no início do séc. XX no Rio de Janeiro foi marcada pelo descontentamento do povo diante da medida obrigatória do governo autoritário de vacinação anti-varíola, causando maior aparecimento do vírus. Edmund Burke cita que “uma sociedade não conhecedora de sua história está condenada a repeti-la”. Apesar do acontecimento se distanciar, a realidade citada pelo filósofo é próxima a atual, já que ainda há rejeição à utilização de medicamentos por parte da sociedade, posteriormente refletida no reaparecimento de doenças já erradicadas. Atuando conforme o funcionamento da corrente elétrica, qual percorre o caminho mais curto possível, a descrença nas vacinas traça via curta, porém prejudicial à saúde da população.

Com isso, a internet serve como meio de propagação de enunciados falsos e intensificadora da problemática. De acordo com o IBGE 65% dos brasileiros têm acesso à internet, tendo as “Fake News” alcance rápido e quando não verificadas são aceitas como reais. Devido a isso, o estado do Rio de Janeiro retornou a ter casos de sarampo após 18 anos sem nenhuma ocorrência, segundo a Secretaria de Saúde do Estado. De forma tangente à corrente elétrica, a desconfiança da eficiência das vacinas já comprovadas cientificamente usufrui de trajeto curto para realização de tarefas.

Por outro viés, a resistência - descoberta por Georg Ohm - se opõe ao fluxo elétrico e dessa vez barra o trabalho anterior. No sentido em que a direção é contraria o Ministério da Saúde reforçou a campanha online através de publicações desmentindo as previas informações. Contudo, um estudo realizado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Masachussetts) afirmou que o conteúdo enganoso é espalhado com 70% mais velocidade, portanto têm menos abrangência e pouca efetivação.

Logo, fica visível a necessidade de mudança da atual semelhança com a corrente elétrica para a de resistência. Por ação conjunta entre Polícia Civil e Militar, realizar punição com respectivas atribuições de investigação e apreensão. Por intermédio de publicidades da Secretaria Especial de Comunicação Social e Ministério da Saúde é possível informar a população da necessidade de verificar as mensagens recebidas, disponibilizando dados a respeito das consequências causadas na saúde, resistindo ao usual.