O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 30/10/2018
As doenças reemergentes ,no Brasil, tem-se constituído uma grande preocupação para as autoridades sanitárias.Isso compreende, sobretudo, a necessidade de reafirmar junto à população a extrema importância das vacinas.
Tal questão representa uma das ações de saúde pública que mais teve impacto em redução da mortalidade infantil e em qualidade de vida.Nesse perspectiva, o sucesso do controle de algumas doença criou a falsa sensação que não é mais necessário vacinar, não só na população, mas há negligência, também, por parte da classe médica. Além disso, o acesso limitado tanto pelo horário de funcionamento dos postos de saúde, quanto pelo desabastecimento foi o responsável por , em 2017, todas as vacinas indicadas para crianças com menos de um ano ficaram abaixo da meta, que, segundo o programa nacional de imunização, é de noventa e cinco por cento.A situação é exemplificada pelos surtos de Sarampo, doença de fácil transmissão, que estão acontecendo na região Norte, que associam o fluxo migratório dos venezuelanos com uma população suscetível ao vírus, pela falta de imunização.
Nesse contexto, as “fake news” prestam um grande desserviço à saúde pública no que tange ao assunto das vacinas.Assim,o movimento antivacina, que tem crescido no Brasil, é reforçado pelas noticias falsas e pode ser classificado como a revolta virtual da vacina, remetendo a reação popular à campanha de vacinação obrigatória em 1904, em função do desconhecimento sobre o funcionamento e os efeitos positivos da vacina contra a varíola.Isso se relaciona com a negligência com a caderneta de saúde da criança, que produz danos não só ao individuo, mas também a coletividade, haja vista que a transmissibilidade faz-se dias antes que apresentação do quadro clínico, o que, aludindo a Goya, mostra como sono da razão produz monstros do retrocesso. Ademais, o Estatuto da Criança e do Adolescente, que completa 28 anos este no, prevê punição duras ao pais que não vacinarem seus filhos, gerando bastante polêmica quanto ao poder do Estado, o que reafirma como melhor informar ,de forma correta, a população.
Diante dessa quadro de retrocesso que fomenta o reaparecimento de doenças controlada e, até mesmo, erradicadas no Brasil aponta para necessidade do Ministério da Saúde buscar novas ferramentas de divulgação da rede de vacinas. Isso pode ser feito através da criação de aplicativos que relacione cada posto de saúde com a comunidade ao entorno, a fim tanto de avisar sobre as campanhas e atualizações do quadro de vacina,quanto informar horários de atendimento para tornar mais eficiente o processo. Mais: que essa ferramente tecnológica ofereça um espaço interativo,que tire dúvidas e redirecione à população para fontes confiáveis, com intento de combater a desinformação.