O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 31/10/2018
Recentemente, casos de sarampo no norte do Brasil, doença que foi controlada nas Américas desde 2016, deixou o país em alerta. Por conta de um certo descaso com a vacinação, diversas doenças que já haviam sido erradicadas reapareceram e tem causado problemas de saúde pública. Desse modo, convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções para essa problemática.
Em primeiro lugar, o maior desafio para erradicar as doenças é a dificuldade em imunizar toda a população, porque 95% da sociedade precisa estar vacinada para que não haja mais surtos. Portanto, ocorre uma baixa cobertura vacinal, não por conta de movimento antivacinais, medo ou descuido dos pais com a saúde dos filhos, mas sim pelo desabastecimentos de vacinais essenciais nos postos de saúde e a falta de recursos municipais para a gestão de programas vacinais. Assim, são problemas que influenciam na disseminação das doenças infectocontagiosas.
Com o objetivo de diminuir a incidência ou erradicar algumas doenças, foi criado o cartão de vacina, desde 1973 no Brasil, que contém quais vacinas devem ser tomadas, o número de doses necessárias, a idade e o período que devem ser recebidas, em busca de uma proteção efetiva. Entretanto, uma parcela significativa da sociedade acredita que a caderneta e o calendário de vacinação devem ser descartados depois de crescer, o que gravemente prejudica o país, não apenas para quem deixa de se imunizar . Além disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente deixa claro que vacinar é um dever, já que o ato de vacinar deixa de ser uma decisão pessoal e pode ser considerado uma ato de responsabilidade coletiva.
Em síntese, a saúde pública está precária sobretudo no reaparecimento de doenças anteriormente contidas, já que compromete todo o bem estar da população. Desse modo, os municípios com baixa cobertura vacinal podem se reorganizar buscando adesão da vacinação para a população e adequação no serviço da saúde, estendendo o horários de atendimento, incluso sábados e domingos, para quem não pode comparecer durante a semana. Alem disso, o Ministério da Comunicação em parceria com a mídia pode propor um aumento das campanha de divulgação da vacinação, com o propósito de mostrar a importância e a segurança da imunização. Afinal, vacinar deixou de ser um direito e passou a ser uma obrigação.