O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 28/10/2018

Com a criação do SUS pela lei nº 8080 de 1990, são impulsionadas as campanhas na área da saúde no Brasil. A partir de então, é intensificado o combate a doenças que assolavam todo o território brasileiro, e que já nos primeiros anos do século XXI são consideradas erradicadas. Hodiernamente, porém, a volta dessas doenças é responsável por um problema do qual o Brasil já havia se libertado: o risco de uma epidemia nacional.

Em primeiro lugar, caso essas doenças, como a sífilis e o sarampo, permanecessem erradicadas, maiores gastos em saúde seriam evitados, o que seria extremamente positivo para a maior eficiência dos recursos do Estado. Além disso, se evitaria o iminente risco de uma epidemia pelo aumento crescente do número de infectados e aumento da taxa de mortalidade infantil, segundo a OPAS.

Outrossim, esses problemas tornam-se cada vez mais prováveis, conforme cresce a negligência, sobretudo da população, na prevenção dessas doenças. Muitas vezes as pessoas consideram que por já terem sido erradicadas essas doenças não constituem uma ameaça, e ao evitar a vacinação, não fazer uso de preservativo e não se preocuparem com a proliferação de transmissores, subjugam o problema e abrem brecha para que se alastre.

Destarte, medidas devem ser tomadas para mitigar os impactos do reaparecimento de doenças erradicadas. Neste sentido, é indubitável campanhas de prevenção em dias em dias específicos, no formato de mutirões, com a atuação de profissionais da saúde e artistas voluntários que dariam apoio, aumentando a visibilidade do projeto. Atuando em postos de saúde, escolas, praças e locais de grande movimentação, os profissionais passariam informações sobre as doenças e disponibilizariam meios para prevenção, para que cada cidadão tome atitudes a fim de evitar um quadro mais crítico e garantir o direito legal à saúde.