O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 29/10/2018

A Constituição de 1988 prevê para todos os cidadãos saúde, porém, há grupos de indivíduos que negam esse direito ao não se submeterem à vacinação, tal comportamento torna possível o ressurgimento de doenças já erradicadas, assim, colocando em risco toda a saúde pública. Logo, há uma necessidade de discussão sobre quem é o culpado por esse fato: os indivíduos que resistem à vacinação ou o Estado.

A priori, comportamentos como a negação à vacina já eram comuns desde a Revolta da vacina – movimento antivacina que ocorreu no Rio de Janeiro no início do século XX – tal modo de agir seria aceitável se não colocasse toda a saúde pública em risco, já que, torna possível doenças como a varíola e a meningocócica retornarem. Desse modo, para questionar o que faz essas pessoas omitirem a vacina não é preciso ser um pensador árduo para saber que tais comportamentos são derivados da ignorância e da desinformação, que está presente nas redes sociais e na sociedade, por meio do compartilhamento de notícias falsas e do medo. Portanto, podemos conectar esse fato com o pensamento do pedagogo americano Amos Alcott: “Ignorar a própria ignorância é a doença do ignorante”.

Além disso, o fato do governo não divulgar notícias sobre a vacina, como o que ela é e o modo como ela atua, faz com que as pessoas fiquem receosas, já que, o indivíduo acha que pode estar sendo injetado nele qualquer substância causadora de doenças, visto que, a vacina gera pequenos sintomas do vírus nela presente.

Dessa forma, é necessário que o Ministério da Saúde em um parceria com a população, principalmente as que mais têm maior acesso à internet, disseminem nas redes sociais noticiais verdadeiras e de conscientização, para que, toda a população saiba a importância da vacinação. Dessa forma, fazendo o povo vacinar, prevenindo doenças e erradicando-as.